quarta-feira, 21 de agosto de 2013
terça-feira, 30 de julho de 2013
sexta-feira, 5 de julho de 2013
Tópico: Diálogo
Diálogo

Marido e esposa tomavam, num restaurante, suas respectivas bebidas.
Ele, algo alcoólico; ela, suco de laranja natural.
Permaneciam em silêncio.
Poderia ser aquela quietude tranquila, sem constrangimento, nascida da intimidade, mera pausa na conversação.
Mais provável fosse o silêncio do casal que perdeu o gosto pela conversa, sinal evidente de relacionamento em crise.
Em dado momento ele a surpreendeu, dizendo, carinhoso:
- Eu te amo!
Ela o contemplou, atônita, surpreendida.
Há séculos o marido não lhe falava assim!
Seria efeito do álcool?
Exprimiu sua dúvida, perguntando:
- É você quem está falando ou o álcool?
E ele:
- Estou falando com a bebida.

Bem, leitor amigo, não sei se ela agrediu o marido atrevido ou simplesmente procurou o advogado para pedir divórcio, mas esse episódio nos remete a algumas ponderações sobre a vida conjugal.
Aprendemos com o Espiritismo que, geralmente, os casamentos são planejados na Espiritualidade, pelos próprios cônjuges ou seus mentores.
Os objetivos são variados, mas basicamente atendem à necessidade de desfazer aversões ou consolidar afeições, decorrentes de relacionamentos passados, num empenho de harmonização.
As estatísticas demonstram que em boa parte das uniões conjugais esses objetivos não são alcançados.
Na atualidade, sobe sempre o número de divórcios porque a afeição acabou ou recrudesceu a aversão.
Considere-se que isso costuma acontecer mesmo entre os casais que permanecem juntos, dispostos a se suportarem por amor aos filhos ou respeito à religião.

Diz o espírita:
- Já que é meu compromisso cármico, carregarei essa cruz até o fim de nossos dias. Depois, na vida espiritual, será cada um por si! Praza aos céus não nos vejamos nunca mais! Quero esquecer que um dia estivemos juntos.
Quem age assim, meu caro leitor, provavelmente reencontrará o cônjuge em futura reencarnação.
Viverão nova experiência em comum, já que não foi cumprido o objetivo fundamental do matrimônio, que é a harmonização das almas, ensejando convivência pacífica.

Em favor desse objetivo há algo indispensável: o cultivo do diálogo, a disposição de conversar, trocar ideias, exercitar os miolos, abrir o coração...
Um homem culto e inteligente apaixonou-se por linda jovem. Sentindo que era correspondido, pretendeu pedi-la em casamento, mas não usou a fórmula tradicional:
- Você me daria a honra de casar-se comigo?
Disse-lhe, simplesmente:
- Você gostaria de passar os próximos 40 anos conversando comigo?
Eis a base do casamento perfeito: longa conversa, a estender-se vida afora.
Pode o tempo passar, a paixão esgotar-se, a beleza física desfazer-se, mas, se o diálogo permanece, o amor fica.
Um amigo dizia:
- Não ocorre o contrário? Cessa o diálogo porque o amor foi embora?
Está confundindo amor com paixão.
Se o casamento foi baseado na paixão, na atração física, o diálogo acaba quando se esgota o desejo.
Isso acontece frequentemente na atualidade, de liberdade sexual confundida com libertinagem.

Diálogos frequentes, francos, abertos, aquele desvelar a alma, representam a poção mágica para uma união amigável e perfeita, com pleno entendimento entre os cônjuges.
Naturalmente, diálogos civilizados, de respeito mútuo, jamais resvalando para a lamentável pancadaria verbal, quando as pessoas põem-se a gritar e a ofender, conturbando a vida conjugal.
Diálogos bem-humorados, sinceros, amigos, de tal forma que sempre haverá o que conversar, e quando o marido disser "eu te amo", a esposa saberá que ele não está falando com a bebida.

(Richard Simonetti)
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segunda-feira, 17 de junho de 2013
Tópico: Kardec O Estilo é o Homem
O Estilo é o Homem
O registro das testemunhas do óbito, ocorreu:
— “Ao primeiro de abril de 1869, às dez horas e meia da manha”.
— “Ontem... em seu domicílio em Paris, na rua Ste. Anne, nº 59”. A certidão ressalta o que todos sabemos: Allan Kardec retorna ao plano espiritual, numa quarta-feira, dia 31 de março do ano de 1869, fulminado, como citam seus biógrafos, pela ruptura de um aneurisma".
Vimo-lo com o rosto calmo, como se extinguem aqueles a quem a morte não surpreende, e que, tranquilo quanto ao resultado de uma vida vivida honesta e laboriosamente, deixam como que um reflexo da pureza de sua alma sobre esse corpo que abandonam à matéria.
O Espírito de Allan Kardec viera dizer como tinha sido o seu desprendimento, quais as suas impressões primeiras, quais de seus predecessores na morte tinham vindo ajudar sua alma a desprender-se da matéria.
A morte de Allan Kardec é notável por uma coincidência estranha.
— A Sociedade formada por esse grande vulgarizador do Espiritismo acabava de chegar ao fim:
Ao fim da última sessão, o presidente tinha feito suas despedidas; cumprida a sua missão, ele se retirava da luta diária para se consagrar inteiramente ao estudo da Filosofia Espiritualista.
— E fortes na sua virilidade, impor a verdade pela convicção:
Allan Kardec morreu na sua hora.
— Ninguém melhor que Allan Kardec poderia levar a bom termo essa obra de propaganda, à qual era preciso:
Por suas obras, Allan Kardec terá fundado o dogma pressentido pelas mais antigas sociedades.
— É difícil realizar o bem sem chocar os interesses estabelecidos:
Hoje os espíritas choram o amigo que os deixa, porque o nosso entendimento, demasiado material, por assim dizer, não se pode dobrar a essa idéia da passagem.
O Presidente da Sociedade de Paris morreu, mas o número dos adeptos cresce dia a dia, e os valentes, cujo respeito pelo mestre os deixava em segundo plano, não hesitarão em se afirmar, para o bem da grande causa.
Este não é apenas o sepulcro de um homem.
Pagès de Noyez - Le Journal Paris - 3/4/1869.
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segunda-feira, 10 de junho de 2013
sexta-feira, 24 de maio de 2013
FICAR VELHO... O QUE PENSAR?
A velhice
Que os velhos sejam sóbrios, respeitáveis, sensatos,
fortes na fé, na caridade e na perseverança.
(Epístola Paulo a Tito, 2:2.)
fortes na fé, na caridade e na perseverança.
(Epístola Paulo a Tito, 2:2.)
Parece contraditório, mas a população idosa do Planeta está envelhecendo. Segundo o prestigioso U. S. Bureau of Census, cerca de três milhões de americanos têm atualmente 85 anos ou mais. É o segmento da população dos Estados Unidos que revela maiores taxas de crescimento, abrangendo o surpreendente valor de 274% entre 1960 e 1994, período no qual a população total cresceu somente 45%. No Brasil a situação é semelhante. O relatório nacional sobre envelhecimento da população brasileira - documento elaborado sob a coordenação do Ministério das Relações Exteriores e com efetiva participação de representantes oficiais dos Estados e da sociedade civil - indica que os brasileiros com idade acima de 60 anos, que representavam, em 1940, 4% da população, passaram para 9% no ano 2000. Além disso tem aumentado o número de pessoas com idade acima de 80 anos, que totalizava 166 mil, em 1940, e quase 1 milhão e 800 mil em 2000 (representando 12,6% da população idosa e 1% da população total).
Divaldo Pereira Franco entende que a "questão da idade é mais psicológica do que real. Certamente [afirma], do ponto de vista fisiológico, o organismo, à medida que o tempo avança, tende a diminuir a sua flexibilidade, o seu equilíbrio, a harmonia das funções. Entretanto, preservadas suas atividades pelo trabalho e equilíbrio emocional, logra manter-se sem maiores danos. É possível conservar a memória ativa, adquirir novos conhecimentos e realizar abençoadas experiências".¹ Destacamos as palavras-chave "trabalho" e "equilíbrio emocional".
As orientações dos modernos tratados de gerontologia especificam que o trabalho é de suma importância para o idoso. Foi-se o tempo em que a pessoa idosa era considerada "inativa" porque obteve aposentadoria, ou "incapaz" por ser velha, sendo, em geral, relegada a segundo plano nas relações familiares e sociais. Entende-se, hoje, que a manutenção da sanidade física e mental da pessoa idosa inclui, necessariamente, uma atividade laboral, remunerada ou voluntária, física ou intelectual, que lhe cause satisfação e que possa ser exercida de acordo com suas possibilidades.
Neste sentido, o Estatuto do Idoso, em vigor desde 1º de janeiro de 2004, determina que o poder público fica responsável por criar programas de profissionalização para idosos e estimular projetos sociais voltados para maiores de 60 anos. Além disso, também deve criar estímulos para que as empresas privadas admitam trabalhadores idosos (artigo 28). " [...] é indispensável que a nossa vontade abrace espontaneamente o trabalho por alimento de cada dia",² esclarece Emmanuel. Entretanto, não basta trabalhar por trabalhar, ou, consoante a afirmação do autor de Ave, Cristo!:
"Não vale, contudo, agir por agir.
As regiões infernais vibram repletas de movimento.
Além do trabalho-obrigação que nos remunera de pronto, é necessário nos atenhamos ao prazer de servir.
Nas contingências naturais do desenvolvimento terrestre, o espírito encarnado é compelido a esforço incessante [...].
Cativo, embora, às injunções do plano de obscura matéria em que transitoriamente respira, pode, porém, desde a Terra, fruir a ventura do serviço voluntário aos semelhantes todo aquele que descerre o espelho da própria alma aos reflexos da Esfera Divina.
O trabalho-ação transforma o ambiente.
O trabalho-serviço transforma o homem".³
O equilíbrio emocional é outro ponto fundamental. Por preconceito ou desinformação, há quem confunda a fragilidade física dos idosos com desequilíbrio psíquico. Uma coisa não guarda relação com a outra. Em países desenvolvidos há programas sérios, governamentais e não-governamentais, destinados à promoção e à preservação da saúde física e mental dos mais velhos. "No Japão, a idade avançada é símbolo de status. [...] Na comemoração do sexagésimo aniversário de um homem, ele veste colete vermelho que simboliza o renascimento para uma fase avançada da vida. [...] Nos Estados Unidos [...] o envelhecimento é considerado indesejável. Embora todo mundo queira viver por muito tempo, quase ninguém quer ser velho, palavra que tem conotação de fragilidade física, mentalidade estreita, incompetência e perda de atratividade. Eufemismos como senhor de idade e idade de ouro são respostas ao preconceito de idade - preconceito ou discriminação, geralmente contra pessoas mais velhas, com base na idade". 4
A Doutrina Espírita nos ensina que o equilíbrio espiritual se obtém pelo conhecimento aliado à prática da caridade. Qualquer um de nós, independentemente da idade ou saúde, tem condições de fazer o bem, preservando, assim, o próprio equilíbrio. O modelo a seguir, ainda segundo Emmanuel, é simples: "[...] inspirados na lição do Senhor, os vanguardeiros do bem substituem os vales da imundície pelos hospitais confortáveis; combatem vícios multimilenários, com orfanatos e creches; instalam escolas, onde a cultura jazia confiada aos escravos; criam institutos de socorro e previdência, onde a sociedade mantinha a mendicância para os mais fracos. E a caridade, como gênio cristão na Terra, continua crescendo com os séculos, através da bondade de um Francisco de Assis, da dedicação de um Vicente de Paulo, da benemerência de um Rockfeller ou da fraternidade do companheiro anônimo da via pública, salientando, valorosa e sublime, que o Espírito do Cristo prossegue agindo conosco e por nós". 5
Considerando que o Centro Espírita é escola de formação espiritual e moral, um núcleo de estudo, de fraternidade, de oração e trabalho, deve, nesse contexto, desenvolver ações de atendimento aos idosos, amparando-os na velhice.
Velhos ou moços, o que importa é o que realizamos de bom e de útil na vida. São, pois, atuais estas orientações transmitidas por Jesus a Simão Pedro, registradas por Humberto de Campos:
" [...] se fôssemos contar o tempo, na ampulheta das inquietações humanas, quem seria o mais velho de nós? A vida, na sua expressão terrestre, é como uma árvore grandiosa. A infância é a sua ramagem verdejante. A mocidade se constitui de suas flores perfumadas e formosas. A velhice é o fruto da experiênca e da sabedoria. Há ramagens que morrem depois do primeiro beijo do sol, e flores que caem ao primeiro sopro da primavera. O fruto, porém, é sempre uma bênção do Todo-Poderoso. A ramagem é uma esperança; a flor uma promessa; o fruto é realização. Só ele contém o doce mistério da vida, cuja fonte se perde no infinito da Divindade..." 6
______________
Referências:
¹ FRANCO, Divaldo P. Laços de família. Por autores diversos.
² XAVIER, Francisco C. Pensamento e vida. Pelo Espírito Emmanuel.
³ Idem, ibidem.
4 PAPALIA, Diane E.; OLDS, Sally W. Desenvolvimento Humano.
5 XAVIER, Francisco C. Roteiro. Pelo Espírito Emmanuel.
6 ______, Boa Nova. Pelo Espírito Humberto de Campos.
Fonte: O Reformador 2.130, setembro/2006.
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sexta-feira, 17 de maio de 2013
Mulheres abusadas sexualmente seguram frases ditas pelo violentador
Projeto amplia o olhar para uma realidade cruel vivida por mulheres em todas as partes do mundo. Vítimas de abusos sexuais são fotografadas segurando frases ditas pelo violentador antes, durante ou depois do estupro
Em outubro de 2012, a fotógrafa Grace Brown, que mora em Nova Iorque, desenvolveu o blog “Project Unbreakable” (Projeto Inquebrável). A ideia consiste em fotografar pessoas, que sofreram abusos sexuais durante a vida, com frases que abusadores lhes disseram antes, durante ou depois dos estupros.
O projeto de Grace, ao mostrar as frases ditas pelos estupradores, alerta para uma realidade bem comum. As mulheres estão denunciando cada vez mais os que as violentam. De Nova Délhi ao Rio de Janeiro, os casos estão tendo grande apelo na mídia. No Brasil, de 2009 até 2012, houve aumento de 157% de registros de denúncias de estupros, segundo a Secretaria de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres.
A coragem feminina, ao que parece, ainda não inibe a ação dos criminosos. São Paulo registrou, segundo a Secretaria de Segurança Pública, no primeiro trimestre de 2013, um aumento de 26% de casos. Partindo de 688 em, 2012, para 867, neste ano.
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Homens analisam mulheres sem roupa em Tv Pública da Dinamarca
Não é o futebol que nos une como brasileiros, e sim o machismo
No Rio de Janeiro, o avanço é mais agudo. O primeiro trimestre de 2013 teve 405 estupros a mais que o mesmo período de 2012, um aumento de 36%. Recentemente, uma mulher foi abusada sexualmente dentro de um ônibus durante um assalto. Os números são da Secretaria de Segurança Pública.
Confira abaixo algumas imagens do “Project Unbreakable”.
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Veja mais fotos do projeto aqui.
Se você também sofreu algum tipo de abuso sexual e quer participar do projeto, basta entrar em contato pelo email: projectunbreakablesubmissions@ gmail.com.
Igor Carvalho, Revista Forum
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