domingo, 7 de abril de 2013

RIVALIDADE ENTRE OS ESPÍRITAS: REFLEXÕES KARDEQUIANAS –


                      RIVALIDADE ENTRE OS ESPÍRITAS: REFLEXÕES KARDEQUIANAS – I


Estava aqui refletindo sobre as muitas rivalidades que surpreendemos no Movimento Espírita e lembrei de voltar a Allan Kardec, em O LIVRO DOS MÉDIUNS, quando trata, com sua incomum lucidez, da “Rivalidade entre as Sociedades”. Dito nas palavras de hoje, “Rivalidade entre os Grupos Espíritas”.

Na sua época, uma divisão singular se estabelecia: os grupos que cuidavam, de preferência, das manifestações inteligentes, e os que se detinham nas manifestações físicas. O curioso é que cada um pretendia estar com a verdade, como se a sua opção excluísse a outra e, mesmo, deslegitimasse o interesse dos outros grupos.
Dadas as discórdias e os ataques lançados por uns sobre os outros, Kardec pondera:

<Os grupos que se ocupam exclusivamente com as manifestações inteligentes e os que se entregam ao estudo das manifestações físicas têm cada um a sua missão. Nem uns, nem outros se achariam possuídos do verdadeiro espírito do Espiritismo, desde que não se olhassem com bons olhos; e aquele que atirasse pedras em outro provaria, por esse simples fato, a má influência que o domina.> (OLM, p. 519)*

Atualmente, vemos tais conflitos materializados em outros aspectos, tais como: reuniões mediúnicas abertas ou fechadas, ter ou não ter desobsessão, fazer ou não fazer reuniões de cura, promover ou não promover pintura mediúnica... Os pontos de divergências mudaram, haja vista que quase ninguém mais se ocupa com as manifestações físicas – materializações, mesas girantes e outros –, mas a nossa pequenez se conserva exatamente a mesma: queremos destruir o outro que, embora abrace a nossa mesma causa, pensa, sente e vive seus postulados de forma diferente.

E porque “nossos olhos não são bons”, tendemos a olhar o outro com as mazelas que impregnam o nosso olhar, desprezando-o por ser, simplesmente, diferente. E porque nossas mãos permanecem sendo “motivos de escândalo”, ao invés de as arrancarmos, lançando-as fora, permanecemos atirando pedras nesse mesmo outro, não compreendendo que ser humano é ser diferente, e que todos somos iguais nessa fatalidade. E porque não conseguimos – às vezes não queremos – agir de modo “diferente”, continuamos provando, “por esses simples fatos”, que somos verdadeiramente dominados por uma péssima influência: nossa visão tacanha e medíocre da proposta espírita e cristã.

Enquanto brigamos e acusamos, na tentativa de destruir o outro sob o manto da “defesa da verdade”, Kardec permanece nos advertindo, lembrando aquilo com que nos devemos verdadeiramente ocupar:

<Todos devem concorrer, ainda que por vias diferentes, para o objetivo comum, que é a pesquisa e a propaganda da verdade. Os antagonismos, que não são mais do que efeito de orgulho superexcitado, fornecendo armas aos detratores, só poderão prejudicar a causa, que uns e outros pretendem defender.> (OLM, p. 519-520)*

E aí temos um diagnóstico perfeito: no fundo e no raso, nossos antagonismos tão somente revelam a superexcitação do nosso orgulho, da tola pretensão de superioridade, da doce ilusão de sermos “donos da verdade”. Perdemos o “objetivo comum, que é a pesquisa e a propaganda da verdade”, para municiar os detratores com as nossas disputas de ego, na tentativa vã e tola de estabelecer, aqui ou ali, o templo do “verdadeiro Espiritismo”.

A quem estaremos servindo, a Deus o a Mamom?

* Trechos retirados da 49º edição de O livro dos médiuns, publicada pela FEB.



Pedro Camilo


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segunda-feira, 11 de março de 2013

Teens no Além – II Posted: 10 Mar 2013 04:05 PM PDT Teens no Além – II

Grande Obra necessita urgente - Ambos os Sexos - Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/meditacao-diaria/grande-obra-necessita-urgente/


Carpinteiros:  -  para serrar a madeira da incompreensão e arrancar os pregos do orgulho, do ódio e do egoísmo


Pedreiros:   -  para assentar os tijolos da prece na construção da caridade.


Serventes:  -  para preparar a massa da boa vontade, derramando sobre a areia do sofrimento o cimento da fé e a cal da compreensão.


Encanadores:  -  para canalizar a água viva da verdade até àqueles que têm sede de conhecimento.


Eletricistas:   -  para ligar a corrente positiva da fé, levando luz aqueles que estão nas trevas da ignorância.


Aprendizes:  -  infinitas vagas para os de boa vontade de qualquer idade.


Mestre:    -  não há vagas. Temos o maior de todos: JESUS.


Local da Obra:  Humanidade.


A Obra:   O Evangelho do Cristo.





(este texto foi encontrado na parede de um Centro Espírita no interior de Goiás e nos foi gentilmente enviado pela SODEC - Sociedade Divulgadora do Espiritismo Cristão)
Fonte: Grêmio Espírita Ataulpa Barbosa Lima


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FIQUEM LIGADOS IRMÃOS!!!

Ola muita paz e harmonia


SEXO, DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS..
"SEXO, DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS E A QUESTÃO ESPIRITUAL."

São doenças sexualmente transmissíveis a gonorréia, a sífilis, o cancro mole, a donovanose, o condiloma acuminado, o herpes simples genital, a tricomoníase ou candidíase, o linfogranuloma inguinal e a AIDS. Também pode ser transmitidas pelo ato sexual a Hepatite A, B, C, por diferentes mecanismos.

Com tantas doenças, muitas delas graves, fazer sexo é perigoso. A prática sexual segura exige conhecimento de práticas higienicas e saúde, confiança e fidelidade mútua, controle e equilíbrio emocional e porque não dizer, espiritual. O instinto sexual é impulsivo e difícil de ser dominado.

Dizia Santo Agostinho, cerca de 400 anos depois de Cristo, "uma vez dado o consentimento, por ignorância ou fraqueza, o mal está feito". Aliado ao impulso sexual, o descontrole da emoção, e assim o descontrole de si mesmo, leva aos inumeráveis desastres do cotidiano humano, que sem contar os crimes passionais, as gravidezes indesejadas, os abortos e os lares desmanchados, as doenças acima listadas engrossam o caldo do problema.

Você já conheceu algum caso de mulher que pega doença venérea do marido que pulou a cerca? E quando o médico precisa tratar o casal como explicar para a esposa que aquela doença ela pegou do marido que porventura pegou de outra mulher? E quando a mulher está grávida e pega doença venérea do marido, com risco para o feto e a gestante? E quando a mulher pega AIDS do marido que se relacionava com outro homem?

Todos os casos muito comuns. Sem equilíbrio espiritual, a pessoa dificilmente controla seus maus instintos, na tendência à vivência poligâmica. O assunto é mais complexo. Somente a informação não resolve o problema. É necessária a educação, pois a maior parte das pessoas que adquirem a doença venérea conhecia os riscos e a forma de prevenir.

A questão exige a Educação dos impulsos. Somente usar camisinha não resolve 100% dos casos. Alguns lubrificantes rompem a camisinha e alguns produtos não são confiáveis (todos conhecem alguma história dessas). O mais seguro é não fazer sexo a não ser em situação de pacto de fidelidade.

Há muitas formas de convivência bastante agradável sem necessidade do ato sexual: o abraço, o beijo, a conversa, uma dança lenta, ficar junto, arrumar-se de forma atraente, a massagem, o toque carinhoso. Para tanto, o equilíbrio e a sintonia positiva de luz é essencial. O desequilíbrio sexual muitas vezes vem do desequilíbrio mediúnico, ou seja, falta de domínio para uma sintonia espiritual iluminada.

Lembre-se que a glândula da mediunidade é a Pineal, a mesma que é responsável pelo despertar da sexualidade hormonal. Portanto a espiritualização da pessoa permite a Educação do ser, evitando-se a doença. A doença vai se instalar onde a mente registrou seu desequilíbrio, a partir de alterações perispirituais, ou do corpo bioeletromagético.

As obsessões espirituais também levam a graves problemas na área. Particularmente a subjugação corporal. Kardec, no Livro dos Médiuns, no capítulo OBSESSÃO, explica que a subjugação corporal suga energia do obsediado e o impede de combater os maus espíritos. Diz ainda que a subjugação corporal leva a pessoa aos atos mais ridículos, próprios das compulsões do comportamento.

Assim, o tratamento deve envolver 1 - a magnetização (passes) e a 2 - imposição da vontade de uma terceira pessoa (terapia comportamental de apoio) aliado 3 - ao devido tratamento médico. Um espírito amigo nos disse em uma sessão mediúnica que a única forma de controlar a compulsão sexual desenfreada é a prática perseverante da caridade. Siga este conselho e se equilibre. Deus o ilumine.

Sergio Felipe de Oliveira- Jornal Espírita,fevereiro/04 

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domingo, 24 de fevereiro de 2013

2 dicas para manter o fogo da paixão aceso


2 dicas para manter o fogo da paixão aceso
É um desafio para muitos casais conseguir manter uma relação de longa data sempre com aquele mesmo brilho de paixão da primeira vez que tiveram um encontro ou de quando se beijaram. Em uma sociedade que prioriza tanto o dinheiro e o sucesso, as pessoas se perdem ao longo do caminho, trocando verdadeiros amores por prêmios que não valem a pena.
Caso você perceba que está se perdendo na sua relação e acha que precisa dar uma motivação a mais para continuar com fogo e amor, veja duas dicas fundamentais!

Dica 1# – Converse por mais tempo

Um namoro ou casamento deve ter como base a amizade. Sem ser amigos, todo o restante da relação sucumbe e ficam aos destroços no chão. Muitas vezes, o problema é a falta de comunicação entre o casal.
Com pouca troca de informações e conversas, fica complicado que todo o restante da relação fique perfeito. A confiança aos poucos vai sumindo e os parceiros procuram outras pessoas para preencherem esta lacuna da amizade.

Dica 2# – Tente novas experiências

Caso tudo que vocês vêm fazendo fique monótono e perca a graça, chegou a hora de tentar novas experiências! Faça este teste por um mês:
Troque toda a rotina de lazer que vocês têm por outra totalmente diferente. Deixe de ir ao cinema e vá a parques; pare de assistir filmes no sofá e assista a peças teatrais ao vivo; e assim por diante.
As experiências novas podem ser muito ruins, mas isso fará com que vocês riam das situações ou reclamem. Isso não deixa de ser experiência nova para o casal que caiu na rotina.

Conclusão

O amor e a paixão são coisas diferentes. O primeiro sempre está presente, mas o segundo pode ir diminuindo aos poucos, sendo que ele é o principal responsável pela felicidade imediata.
Não deixe o brilho dos seus olhos desaparecer. Você precisa, apenas, mudar alguns hábitos e tentar melhorar a relação. Uma boa conversa com novas experiências de lazer é a chave do sucesso!

Getsêmani - Jardim das Oliveiras







Jardim situado no sopé do Monte das Oliveiras onde Jesus se reuniu com seus discípulos na noite anterior à Crucificação.


Angústia, Tristeza, Dor Intensa, Inquietação


Segundo o Evangelho de São Lucas, a angústia de Jesus perante a morte, no Getsêmani, foi tão profunda que "seu suor transformou-se em grandes gotas de sangue, que corriam até ao chão".


Hemaditrose - Transpirar sangue.

Fenômeno raro que pode ocorrer em indivíduos sob forte stress mental, medo ou pânico.

Evangelho de São Lucas    - 22.39-46;
Evangelho de São Marcos  - 14.32-42;
Evangelho de São Mateus  - 26.36-46.





Um aperto no coração, uma dor na alma, uma profunda tristeza, a sensação de morte, de algo insuportável, são estes alguns sentimentos que expressam a angústia.

Diante de uma alta carga de pressão emocional a angústia se revela, se manifesta, oprime.



Jesus em Getsêmani experimentou em sua alma um grande aperto.


Podemos extrair algumas lições deste momento de intensa dor de Jesus, para vencermos nossa angústia.






 
Em primeiro lugar, diante da iminente ou presente angústia,
não se isole,
procure a presença de amigos e irmãos amados.

Diz o texto:

"foi Jesus com eles".

A solidão é amiga da angústia.




 

Em segundo lugar,
verbalize os seus sentimentos:

Continua o texto:

"E disse a seus discípulos".

Diga para os seus amigos o que você está sentindo.
O silêncio é fomentador da angústia.





Em terceiro lugar,
ore ao Pai.

"Meu Pai, se for possível, afaste de mim este cálice".

Diante de Deus exponha seus desejos, mas, acima de tudo,
declare os seus anseios mais íntimos de fazer a sua vontade:

"Todavia, não seja como eu quero, e sim como tu queres".





Em quarto lugar, 
persista na oração, não desista:

"Deixando-os novamente, foi orar pela terceira vez,
repetindo as mesmas palavras".





Por fim,
encare e enfrente as circunstâncias:

"Levantai-vos!  Vamos!"

Não se vence a angústia fugindo da realidade, das adversidades,
dos problemas, das lutas e sofrimentos.







A palavra Getsêmani se converteu no símbolo de toda a dor moral.

Jesus ainda não sofreu em sua carne, não ainda em sua carne!

Sua dor é toda de seu íntimo, quando é seu coração o que está sendo sufocado...



O mundo é muito sensível às dores corporais. Comove-se facilmente com elas!

Este mesmo mundo é por demais insensível às dores morais, das quais às vezes até se confunde tornando-as por hipersensibilidade, auto-sugestão, caprichos.







Em sua angústia e profunda tristeza
Jesus foi consolado pelo Anjo no Getsêmani!


Levante-se
e creia que o Senhor estará contigo,
sabendo que no momento oportuno
Ele mudará o quadro
e você triunfará sobre todas as coisas
para a Sua glória!






Fonte: Gotas de Crystal


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terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

O CULTO AOS DEUSES AFRO-BRASILEIROS NO SAMBA-ENREDO


Olá amigos! Há muito tempo vinha prometendo a mim mesmo escrever a respeito do tema citado acima, mas confesso que não me sentia "preparado para isso". Vou explicar melhor. Eu pretendia fazer um longo trabalho de pesquisa a respeito do tema, mas a pobreza de informações encontradas (as escolas parecem dar cada vez menos valor a espiritualidade) fez com que eu resolvesse deixar temporariamente de lado a minha idéia e lhes brindar com uma coluna que destoa do meu objetivo inicial, mas que eu espero ser interessante. Vamos a ela, portanto.
Começo dizendo que nenhum setor (nem sequer a axé music) tem tanta ligação com os orixás do candomblé como o nosso samba, e isso se explica antropologicamente. Os temas afro são fontes inesgotáveis de belos enredos para as nossas escolas. Se elas resolvessem beber delas com mais freqüência, com certeza iriam lograr maior sucesso do que com os famigerados enredos patrocinados. Determinadas agremiações são pródigas em desenvolver enredos nesses estilo, como, por exemplo, Beija–Flor, Unidos da Tijuca, Salgueiro, Império Serrano. Mais atrás temos União da Ilha, Cubango - com os sambas antológicos de Heraldo Faria e Flavinho Machado - e Unidos do Cabuçu, com os belos hinos do início da década de 80. A religiosidade é um assunto muito sério, tanto é que as escolas têm um cuidado muito grande quando da elaboração de enredos voltados para o tema. Em 1996, com sua "viagem da pintada encantada", a Ilha teve o cuidado de alertar seus componentes para "cuidarem de seus santos" a fim de não terem problemas durante o desfile. Muita gente não levou a sério e entrou em transe em plena avenida. Em 2001, com Agotime, a Beija–Flor teve o cuidado de não colocar médiuns em sua comissão de frente para evitar problemas. Dizem até que o incêndio no carro da Viradouro em 1992 foi obra de forças ocultas.
A seguir, vou apresentar um pouco da história de cada orixá, e sua relação com as escolas de samba e com os hinos compostos por elas em sua homenagem. Confiram:
OKANRAN MEJI
Exu -  É um mensageiro entre o Orum (céu) e o Ayê (terra). Responsável por "abrir caminhos", costuma–se fazer um despacho para ele antes das cerimônias e trabalhos, para que tudo corra bem. É tido como demoníaco por muitos, pois a Igreja Católica ajudou para que sua imagem fosse associada ao diabo cristão, o que, lamentavelmente, foi acolhido pela Umbanda, onde as entidades (exus) recebem nomes assustadores, como Caveira, Sete Catacumbas, etc. Outro equívoco a respeito desse orixá é que ele não bebe cachaça, mas sim bebidas doces (como Martini, por exemplo). Sua área de influencia são os mercados, como o Mercadão de Madureira (que lembra muito os mercados nigerianos) e as encruzilhadas. Suas cores: vermelho e preto. Exu é citado em pelo menos dois sambas que falam sobre a sua influência na prisão de Oxalufã pelos soldados de Xangô: "A visita do Ony de Ifé ao Oba de Oyó" (Cabuçu 83) e "Águas de Oxalá" (Boi da Ilha 2005). Também é citado em outros, como "Oferendas" (Ponte 84), junto aos demais orixás.
EJIOKO MEJI
Ogum – Deus da guerra e da luta, seu símbolo é uma espada de ferro. Suas cores são o azul escuro e o branco. Seu dia é terça–feira. Corresponde a Santo Antônio na Bahia e a São Jorge no Rio de Janeiro. É padroeiro de várias escolas, dentre elas Império Serrano, Beija–Flor, União de Ilha, Porto da Pedra, Grande Rio, etc. "Magia africana no Brasil e seus mistérios" (Tijuca 75) é um dos sambas que cita o orixá, assim como Porto da Pedra 2003, numa das chamadas mais fortes da história recente dos sambas enredo ("Ô sarava meu pai Ogum eu peço axé").
IROSSUN MEJI
Oxossi – Irmão de Ogum e rei de Ketu. Oxossi é deus da caça e das florestas. Seu símbolo é o arco e flecha, e suas cores o verde e amarelo. Seu dia votivo é a quinta–feira e corresponde a São Jorge na Bahia e São Sebastião no Rio de Janeiro. Oxossi é o padroeiro da Portela, juntamente com Oxum, com quem viveu um caso de amor, muito bem retratado em "Fruto do Amor Proibido", sambão da Cubango de 1981, dos tempos em que ainda desfilava em Niterói.
Logum Ede – Esse orixá é justamente o fruto do amor a que se referíamos acima. Sua história também é contada no samba "Logun, pricipe de Efan", que deu o Estandarte de Ouro ao Arranco em 1977. Acredito que seja o padroeiro da Unidos da Tijuca, pois tanto suas cores (azul e amarelo), quanto seu símbolo (pavão), são os mesmos da escola.  
 
Ossãe – É um dos orixás da medicina. Dono das folhas, é o próprio mato. No Brasil, tornou–se famoso pela música "Canto de Ossanha", de Vinícius de Moraes. Suas cores são rosa e verde, as mesmas da Mangueira.
EJILIGIBAN MEJI
Nanã – É o orixá mais velho das águas, das chuvas. Suas cores são azul e branco. Corresponde a Sant’anna, avó de Jesus. Foi citada em vários sambas, como por exemplo, "Oferendas", "Trevas e Luz, a explosão do universo" (Viradouro 97) e "Santos e Pecadores" (Império da Tijuca 83).
ETAOGUNDÁ MEJI
Obaluaê – Também conhecido como Omulu, é o mais temido dos orixás. Comanda a saúde e as doenças. Come milho branco e pipocas. Seu dia é a segunda-feira. Suas cores são vermelho e branco ou vermelho e preto. Corresponde a São Lázaro ou São Roque. É o padroeiro da Cubango. Uma de suas lendas é relatada em "A festa de Olubajé" (Ponte 78).
Oxumarê – É o arco–íris. Sua função é transportar água do mar e dos rios para o palácio de Xangô. Suas cores são o branco e o amarelo, e seu símbolo uma cobra de ferro. Corresponde a São Bartolomeu. Os sambas "Dan, a serpente encantada do arco–íris" (Engenho da Rainha 90) e "Oxumarê, a lenda do arco–íris" (Imperatriz 79) falam desse orixá.
OBARÁ MEJI
Xangô –  Grande rival de Ogum, é o Deus do fogo. Sua festa é no dia 30 de setembro (tradicionalmente celebrada no morro da Serrinha, em Madureira). Seu dia é quarta–feira. Suas cores são o vermelho e o branco. O machado é o seu símbolo. Foi marido de três mulheres: Obá, Oxum e Yansã. Corresponde a São Jerônimo e São Pedro. Xangô é o padroeiro do Salgueiro e da Mangueira, que possuem componentes com seu nome, tal qual acontecia com a Estácio. É citado em vários sambas da vermelho e branco da Tijuca, e em outros já relatados acima.
OWRYN MEJI
Yansã – É a divindade dos ventos e das tempestades.Terceira esposa de Xangô, é guerreira e valente. Suas cores são o vermelho e o branco, e seu dia de festa é 4 de dezembro. Corresponde a Santa Bárbara. Clara Nunes era filha de Yansã, e teve seu nome associado ao do orixá no enredo ‘’Contos de Areia’’, que deu a Portela seu último título, em 1984. 
OGBEOGUNDÁ MEJI
Obá – Uma das esposas de Xangô e filha de Yemanjá, é uma figura rara nos candomblés da Bahia. É citada em "A Visita do Oni de Ifé ao Oba de Oyó".
OXÊ MEJI
Oxum – Deusa das águas doces. É filha de Yemanjá com seu irmão Xangô. Nos candomblés, se apresenta com um leque de latão (abebê), em cujo centro há um espelho. Sua cor: amarela. Corresponde a Nossa Senhora da Conceição e é padroeira da Portela, conforme foi dito anteriormente.Também é muito citada em vários dos sambas-enredo mencionados aqui.
OSSÁ MEJI
Yemanjá – É a senhora das águas salgadas. Também conhecida por Rainha do Mar, Princesa de Aiocá, Janaína, Inaê e Oloxum. "Arte negra na legendária Bahia", "A lenda das Sereias" e "Mar baiano em noite de gala", sambas de 1976 de Estácio, Império e Lucas respectivamente, são exemplos do uso desses nomes. Seu dia é 2 de fevereiro. Suas cores são azul e branco e seu dia de semana sábado. Corresponde a Nossa Senhora dos Navegantes.
OFUN MEJI
Oxalufã – É o Oxalá velho, que se apresenta apoiado num bastão (opaxorô). É identificado com o Senhor do Bonfim, e carinhosamente chamado de Papai. É citado em vários sambas, como por exemplo: Mocidade 91, Cabuçu 83, Villa Rica 96, União da Ilha 96, Império da Tijuca 97 e Viradouro 99, só pra ficar nesses.
EJONILÊ MEJI
Oxaguiã – Confunde–se com Deus–menino na Bahia. É alegre, jovem e ágil. Se apresenta com uma espécie de pilão prateado na mão e uma espada na outra. É o meu. 
Existe uma infinidade de bons sambas que não citei, mas se fosse fazê–lo, seria assunto para umas dez colunas no mínimo. Espero que, com essa coluna, tenha contribuído para divulgar um pouco da cultura afro–brasileira. Mesmo não sendo candomblecista (fui criado em centro espírita kardecista e hoje me considero agnóstico), sou admirador da religião dos orixás e me interesso sobretudo pelo aspecto folclórico a ela relacionado. No último conclave, torci por um papa negro, mas desejo a Bento XVI um bom pontificado. Acho que as pessoas devem acreditar na espiritualidade, sobretudo aquelas ligadas a escolas de samba. Vou me despedindo na esperança de que essa coluna represente um alerta contra a mesmice que vem tomando conta dos carnavalescos de hoje em dia. Portanto, fé em Deus e mãos a obra. Um abraço e até a próxima. 
SAIBA MAIS: 
-          Candomblé, a panela do segredo-  Pai Cido Osun Eyin - Mandarin
-          Mitologia dos Orixás -  Reginaldo Prandi -  Cia das Letras
-          Orixás -  Pierre Fatumbi Verger – Corrúpio

Cláudio Portela