quarta-feira, 27 de novembro de 2013

A CRUELDADE PODE MATAR O ESPÍRITO?

       Bom-dia! queridos irmãos.




                      A morte do Espírito...




Atualmente discute-se muito sobre segurança, mortes no trânsito, drogas, balas perdidas e tantas outras formas de violência .

São assuntos que, claro, devem ser sempre debatidos pela sociedade em geral para que os números diminuam e possa o Homem peregrinar por este planeta da maneira mais tranqüila possível.

Entretanto, não obstante à violência que elimina o corpo físico do indivíduo, há outro tipo de violência que a meu ver é mais maléfica à criatura: a violência espiritual, a que mata o Espírito, a que arrebenta vidas por séculos e séculos.

Por conta de minha atividade profissional venho percebendo: o que mais mata as pessoas não é a violência física (claro, ela também mata), mas a violência espiritual que pode ser resumida numa palavra: Crueldade.

Sim, se um tiro mata o corpo, se um motorista embriagado ceifa vidas, não se pode esquecer que a crueldade mata o espírito.

A palavra cruel dita à uma criança sucessivas vezes, por exemplo, pode matar seu espírito para muitas existências...

Vocês dirão: O Espírito não morre!

É? Tem certeza que o Espírito não morre? Claro que morre; morre de crueldade.

Não podemos ser matadores de Espíritos!

A questão de número 208 de O livro dos Espíritos afirma que os pais exercem uma influência muito grande sobre a alma infantil, sendo, pois, responsáveis por educá-la nos caminhos do bem.

Ampliando um pouco mais compreende-se que a influência entre os Espíritos não se dá apenas na relação pais e filhos, mas de forma geral e sistêmica.

Estamos todos conectados neste Universo real e virtual!

Ou seja, ao estabelecermos contato com outras pessoas estamos influenciando e sendo influenciados, independentemente da idade biológica.

Gozações e piadas de mau gosto, por exemplo, feitas sucessivas vezes com um amigo adulto pode, obviamente, influenciá-lo a considerar-se um ser a parte na criação.

Muitos suicídios começam por ai. E, não pense que exagero, caro leitor, basta pesquisar o que se encontra por trás do autoextermínio e verificará o que aqui afirmo.

Portanto, jamais joguemos lama nos outros, isto é cruel de nossa parte.

Melhor a palavra que dá vida, que anima o espírito de disposição, que incentiva o outro a prosseguir em sua jornada, se possível feliz...

Porém, voltando às crianças, eu lido com elas diariamente e tenho visto a importância do reforço positivo em seus desenvolvimentos.

É necessário dar vida ao Espírito e não tirar-lhe o brilho nos olhos e a vontade de viver com alegria.

Percebo que, naquelas pequeninas almas velhas, a falta de brilho nos olhos é em decorrência de uma frase absurda ou um comentário maldoso dito sucessivas vezes à elas.

E isto, claro, vem aos poucos matando o seu espírito, a sua vontade de viver.

E, infelizmente, muitos pequenos crescem doentes, enfermos da alma, repletos de traumas, sem brilho nos olhos, sem vontade de viver por conta da violência que ficou impressa em seu espírito.

Por isso digo que o Espírito morre, não no sentido literal da morte, mas morre para a vida ao levar uma existência apática, sem brilho, sem cor.

Ah, se tivéssemos ideia real da força das palavras pensaríamos muito antes de “matar o Espírito”.

E, sejamos sinceros, para o Espírito retomar a vida depois de ser morto pela crueldade humana vai um tempo grande, mas muito grande mesmo, não raro, leva várias existências para tornar a viver...



              Wellington Balbo


Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/accao-do-dia/a-morte-do-espirito/?PHPSESSID=809086bdf7008a0456299a474f2fd1eb#ixzz2lqgt5ZVw

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Receitas de arroz magro Existem algumas receitas de arroz que são menos calóricas que as originais e são muito saborosas.

O arroz e o feijão fazem parte quase que obrigatoriamente do cardápio do brasileiro. Milhares de pessoas acham que é impossível passar mais de dois dias seguidos sem ingerir essa combinação em uma das principais refeições. Para quem está de dieta geralmente a recomendação é trocar oarroz branco pelo integral. Porém, nem sempre a quantidade de calorias agrada a pessoa que está lutando para chegar a boa forma.
Leia mais sobre: Receita light de berinjela
572792 Receitas de arroz magro 01 Receitas de arroz magroArroz feito com couve-flor (Foto: Divulgação)
O cereal não deve ser excluído totalmente do cardápio, pois ajuda muito a dar energia para o dia a dia. O arroz integral tem a vantagem de satisfazer mais, pois os grãos são maiores quando estão cozidos, além de ter uma quantidade significativa de fibras. Porém, se mesmo assim você não está satisfeita com a quantidade calórica e quer uma opção magra de arroz, confira a dicaabaixo:

ARROZ DE COUVE-FLOR

Esse arroz é magrinho, mas na realidade substitui bem o tradicional, sendo feita com a couve-flor. A quantidade calórica é bem menor e fica muito saboroso.
Ingredientes
  
• 1 col. (sobremesa) de azeite extra virgem
• 1 couve-flor grande
• 2 dentes de alho espremidos ou picados
• Sal, pimenta-do-reino e salsinha a gosto
Modo de fazer
Pique os talos da couve-flor (não jogue fora, pois pode servir para uma sopa, por exemplo) e utilize somente os buquês, que devem ser cozidos até ficarem macios. Coloque em cima de uma tábua e pique com a ponta de uma faca afiada. Tenha cuidado para não exagerar no picadinho a couve-flor virar purê. Reserve depois de pronto.
Use uma frigideira antiaderente para refogar o alho no azeite, depois coloque a couve-flor picada e refogue por mais 2 minutos. Tempere com os condimentos a gosto (menos o sal que não pode ser exagerado). Misture com cuidado e sirva com os acompanhamentos que achar melhor, como por exemplo, legumes cozidos.
572792 Receitas de arroz magro 02 Receitas de arroz magroArroz de forno é muito saudável (Foto: Divulgação)

ARROZ INTEGRAL DE FORNO

Se você prefere não arriscar e quer um arroz de verdade só que em uma versão mais magrinha, veja a seguir um que vale por uma refeição completa e é muito light.
Ingredientes:
  • 2 colheres (sopa) de creme vegetal Doriana light (ou similar)
  • 1 cebola pequena picada
  • 500 g de peito de frango cortado em cubos médios
  • 2 dentes de alho amassados
  • 1 colher (chá) de sal
  • 1 xícara (chá) de repolho cortado em tiras finas
  • 5 xícaras (chá) de água fervente
  • 2 xícaras (chá) de arroz integral
  • 1 xícara (chá) de queijo prato light ralado no ralo grosso
  • meia xícara (chá) de salsinha picada
  • 2 latas de molho de tomate Pomarola light (ou similar)

MODO DE FAZER

Em uma panela grande, aqueça o creme vegetal em fogo médio. Depois, adicione o frango, a cebola e o alho e refogue até dourar. Acrescente o arroz e refogue rapidamente. Em seguida, coloque o sal e a água fervente e cozinhe com a panela parcialmente tampada por 30 minutos ou até que o arroz esteja macio e soltinho (se preciso, adicione mais um pouco de água). Pré-aqueça o forno em temperatura média (180°C), retire o arroz do fogo e misture o repolho e a salsinha. Coloque o seu arroz integral em um refratário grande, espalhe o molho de tomate, depois cubra com o queijo ralado. Leve ao forno por 20 minutos ou até o queijo derreter e depois sirva quente.

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Tópico: Diálogo




Diálogo






Marido e esposa tomavam, num restaurante, suas respectivas bebidas.

Ele, algo alcoólico; ela, suco de laranja natural.

Permaneciam em silêncio.

Poderia ser aquela quietude tranquila, sem constrangimento, nascida da intimidade, mera pausa na conversação.

Mais provável fosse o silêncio do casal que perdeu o gosto pela conversa, sinal evidente de relacionamento em crise.

Em dado momento ele a surpreendeu, dizendo, carinhoso:

- Eu te amo!

Ela o contemplou, atônita, surpreendida.

Há séculos o marido não lhe falava assim!

Seria efeito do álcool?

Exprimiu sua dúvida, perguntando:

- É você quem está falando ou o álcool?

E ele:

- Estou falando com a bebida.







Bem, leitor amigo, não sei se ela agrediu o marido atrevido ou simplesmente procurou o advogado para pedir divórcio, mas esse episódio nos remete a algumas ponderações sobre a vida conjugal.

Aprendemos com o Espiritismo que, geralmente, os casamentos são planejados na Espiritualidade, pelos próprios cônjuges ou seus mentores.

Os objetivos são variados, mas basicamente atendem à necessidade de desfazer aversões ou consolidar afeições, decorrentes de relacionamentos passados, num empenho de harmonização.

As estatísticas demonstram que em boa parte das uniões conjugais esses objetivos não são alcançados.

Na atualidade, sobe sempre o número de divórcios porque a afeição acabou ou recrudesceu a aversão.

Considere-se que isso costuma acontecer mesmo entre os casais que permanecem juntos, dispostos a se suportarem por amor aos filhos ou respeito à religião.







Diz o espírita:

- Já que é meu compromisso cármico, carregarei essa cruz até o fim de nossos dias. Depois, na vida espiritual, será cada um por si! Praza aos céus não nos vejamos nunca mais! Quero esquecer que um dia estivemos juntos.

Quem age assim, meu caro leitor, provavelmente reencontrará o cônjuge em futura reencarnação.

Viverão nova experiência em comum, já que não foi cumprido o objetivo fundamental do matrimônio, que é a harmonização das almas, ensejando convivência pacífica.







Em favor desse objetivo há algo indispensável: o cultivo do diálogo, a disposição de conversar, trocar ideias, exercitar os miolos, abrir o coração...

Um homem culto e inteligente apaixonou-se por linda jovem. Sentindo que era correspondido, pretendeu pedi-la em casamento, mas não usou a fórmula tradicional:

- Você me daria a honra de casar-se comigo?

Disse-lhe, simplesmente:

- Você gostaria de passar os próximos 40 anos conversando comigo?

Eis a base do casamento perfeito: longa conversa, a estender-se vida afora.

Pode o tempo passar, a paixão esgotar-se, a beleza física desfazer-se, mas, se o diálogo permanece, o amor fica.

Um amigo dizia:

- Não ocorre o contrário? Cessa o diálogo porque o amor foi embora?

Está confundindo amor com paixão.

Se o casamento foi baseado na paixão, na atração física, o diálogo acaba quando se esgota o desejo.

Isso acontece frequentemente na atualidade, de liberdade sexual confundida com libertinagem.







Diálogos frequentes, francos, abertos, aquele desvelar a alma, representam a poção mágica para uma união amigável e perfeita, com pleno entendimento entre os cônjuges.

Naturalmente, diálogos civilizados, de respeito mútuo, jamais resvalando para a lamentável pancadaria verbal, quando as pessoas põem-se a gritar e a ofender, conturbando a vida conjugal.

Diálogos bem-humorados, sinceros, amigos, de tal forma que sempre haverá o que conversar, e quando o marido disser "eu te amo", a esposa saberá que ele não está falando com a bebida.







(Richard Simonetti)


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segunda-feira, 17 de junho de 2013

Tópico: Kardec O Estilo é o Homem





O Estilo é o Homem


  Aquele que, por tanto tempo, figurou no mundo científico e religioso sob o pseudônimo de Allan Kardec, chamava-se Rivail e morreu aos 65 anos.

O registro das testemunhas do óbito, ocorreu:
—  “Ao primeiro de abril de 1869, às dez horas e meia da manha”.

   Informaram que Rivail faleceu:

—  “Ontem... em seu domicílio em Paris, na rua Ste. Anne, nº 59”. A certidão ressalta o que todos sabemos: Allan Kardec retorna ao plano espiritual, numa quarta-feira, dia 31 de março do ano de 1869, fulminado, como citam seus biógrafos, pela ruptura de um aneurisma".

   Vimo-lo deitado num simples colchão, no meio daquela sala das sessões que há longos anos presidia.

Vimo-lo com o rosto calmo, como se extinguem aqueles a quem a morte não surpreende, e que, tranquilo quanto ao resultado de uma vida vivida honesta e laboriosamente, deixam como que um reflexo da pureza de sua alma sobre esse corpo que abandonam à matéria.

   Resignados pela fé numa vida melhor e pela convicção da imortalidade da alma, numerosos discípulos foram dar um último olhar a esses lábios descorados que, ainda ontem, lhes falava a linguagem da Terra. Mas já tinham a consolação do além-túmulo.

O Espírito de Allan Kardec viera dizer como tinha sido o seu desprendimento, quais as suas impressões primeiras, quais de seus predecessores na morte tinham vindo ajudar sua alma a desprender-se da matéria.

   Se “O Estilo é o Homem”, os que conheceram Allan Kardec vivo só podiam comover-se com a autenticidade dessa comunicação espírita.

A morte de Allan Kardec é notável por uma coincidência estranha.

—  A Sociedade formada por esse grande vulgarizador do Espiritismo acabava de chegar ao fim:

  O local abandonado,
  Os móveis desaparecidos,
  Nada mais restava de um passado que devia renascer sobre bases novas.

Ao fim da última sessão, o presidente tinha feito suas despedidas; cumprida a sua missão, ele se retirava da luta diária para se consagrar inteiramente ao estudo da Filosofia Espiritualista.

   Outros, mais jovens - os valentes - deviam continuar a obra.

—  E fortes na sua virilidade, impor a verdade pela convicção:

  Que adianta contar detalhes da morte?
  Que importa a maneira pela qual o instrumento se quebrou?
  E porque consagrar uma linha a esses restos integrados no imenso movimento das moléculas?

Allan Kardec morreu na sua hora.

   Com ele, fechou-se o prólogo de uma religião vivaz que, irradiando cada dia, em breve terá iluminado a Humanidade.

—  Ninguém melhor que Allan Kardec poderia levar a bom termo essa obra de propaganda, à qual era preciso:

  A paciência que ensina continuamente,
  Sacrificar as longas vigílias que nutrem o espírito,
  A abnegação que desafia a tolice do presente para só ver a radiação do futuro.

Por suas obras, Allan Kardec terá fundado o dogma pressentido pelas mais antigas sociedades.

   Seu nome, estimado como o de um homem de bem, é desde muito tempo vulgarizado pelos que crêem e pelos que temem.

—  É difícil realizar o bem sem chocar os interesses estabelecidos:

  O Espiritismo destrói muitos abusos; 
  Também reergue muitas consciências doloridas,
  Dando-lhes a convicção da prova e a consolação do futuro.
 
Hoje os espíritas choram o amigo que os deixa, porque o nosso entendimento, demasiado material, por assim dizer, não se pode dobrar a essa idéia da passagem.

   Mas, pago o primeiro tributo à inferioridade do nosso organismo, o pensador ergue a cabeça, e para esse mundo invisível, que sente existir além do túmulo, estende a mão ao amigo que se foi, convencido de que seu Espírito nos protege sempre.

O Presidente da Sociedade de Paris morreu, mas o número dos adeptos cresce dia a dia, e os valentes, cujo respeito pelo mestre os deixava em segundo plano, não hesitarão em se afirmar, para o bem da grande causa.

   Esta morte, que o vulgo deixará passar indiferente, é um grande fato na história da Humanidade.

Este não é apenas o sepulcro de um homem.

   É a pedra tumular enchendo o vazio imenso que o Materialismo havia cavado sob os nossos pés, e sobre o qual o Espiritismo espalha as flores da esperança.

Pagès de Noyez - Le Journal Paris - 3/4/1869.






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